O endosso de Solomon contrasta com a oposição crescente de outros principais executivos bancários, incluindo o CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, que disseram que a legislação poderia colocar os bancos tradicionais em desvantagem competitiva, permitindo que as empresas de cripto ofereçam produtos de stablecoins com rendimento, que se assemelham a depósitos bancários, sem estarem sujeitas ao mesmo arcabouço regulatório.
Falando à Fox Business em maio, Dimon afirmou estar insatisfeito com a versão mais recente do projeto de lei porque “ela permite que eles, efetivamente, paguem juros sobre depósitos, stablecoins ou algo do tipo, sem a proteção que deveriam ter.”
“Os bancos não aceitarão dessa forma,” afirmou Dimon. “Não estou preocupado com stablecoins, mas se isso acontecer, estou dizendo que não terei nada a ver com isso e, eventualmente, isso explodirá.”
O JPMorgan também alertou que a legislação sobre criptomoedas deve fechar lacunas regulatórias em vez de criar novas. Em um postagem no blog publicaram em junho, executivos do banco argumentaram que empresas que oferecem produtos que funcionam como contas bancárias tradicionais devem enfrentar supervisão comparável e proteções ao consumidor.
O debate sobre recompensas de stablecoins tornou-se um dos principais pontos de impasse nas negociações sobre o CLARITY Act. O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, argumenta que os bancos estão fazendo lobby junto aos legisladores para restringir as recompensas de stablecoins porque elas ameaçam os modelos de negócios baseados em depósitos dos bancos, enquanto executivos do setor bancário afirmam que empresas de criptomoedas que oferecem produtos semelhantes aos bancários devem ser regulamentadas como bancos.


