Summary
- Em um intervalo de seis horas, pelo menos três pontes de criptomoedas e protocolos cross-chain foram esvaziados em mais de US$ 35 milhões, expondo fraquezas recorrentes na forma como esses sistemas são projetados e governados.
- A ponte Ethereum da Verus foi explorada em aproximadamente US$ 7,54 milhões utilizando o mesmo caminho contratual e classe de falha de um ataque ocorrido em maio, ressaltando como falhas não resolvidas e fundos redepositados deixaram o sistema vulnerável a um segundo escoamento.
- A B² Network perdeu aproximadamente US$ 3,86 milhões após um atacante assumir a autoridade de atualização do contrato de staking, destacando como chaves e permissões comprometidas — e não a criptografia quebrada — continuam sendo a principal causa de grandes furtos de criptomoedas, à medida que ferramentas de intrusão impulsionadas por IA se tornam mais eficazes.
As pontes e protocolos cross-chain das criptomoedas estão passando por um dia brutal.
Pelo menos três foram esvaziados em rápida sucessão durante um período de 6 horas, totalizando mais de US$ 35 milhões, de acordo com dados de blockchain analisados pela CoinDesk e reportados pelas empresas de segurança BlockAid e Peckshield.
A série de ataques compartilha um fio condutor comum. Nenhum quebrou a criptografia subjacente — cada um foi ou uma falha lógica, onde o código funcionou conforme escrito, mas as regras ainda permitiram a saída de dinheiro, ou uma chave comprometida que deu ao atacante um controle que nunca deveria ter tido.
O mais condenatório foi a rede blockchain Verus. Blockaid detectou uma exploração na ponte Verus-Ethereum na manhã de quinta-feira que drenou cerca de US$ 7,54 milhões em ether, bitcoin tokenizado e uma variedade de stablecoins.
A empresa destacou que o ataque reutilizou o mesmo contrato de ponte e caminho de entrada de um hack anterior, explorando uma classe idêntica de vulnerabilidade. A CoinDesk reportou esse incidente anterior, uma perda de US$ 11,5 milhões, em maio.


