Summary
- Os analistas concordaram amplamente que o desempenho aquém do esperado da Coinbase refletiu a fraqueza dos mercados de criptomoedas, e não problemas de execução.
- Empresas destacaram ganhos recordes de participação de mercado e diversificação em stablecoins, derivativos e assinaturas como aspectos positivos de longo prazo.
- O debate agora se concentra em saber se os volumes de negociação de criptomoedas irão se recuperar em tempo hábil para sustentar o crescimento dos lucros.
Os resultados do segundo trimestre da Coinbase (COIN) pouco alteraram a visão de longo prazo de Wall Street. A maioria dos analistas atribuiu o desempenho a um dos ambientes de negociação de criptomoedas mais fracos dos últimos anos, em vez de problemas específicos da empresa. O debate agora é sobre o que vem a seguir.
A empresa não atingiu as expectativas em quase todos os principais indicadores financeiros, reportando US$ 1,22 bilhão em receita e US$ 208 milhões em EBITDA ajustado, enquanto os preços mais baixos das criptomoedas e os volumes de negociação moderados impactaram tanto a receita de transações quanto seu negócio de assinaturas em crescimento.
As orientações para o terceiro trimestre também ficaram abaixo do consenso, levando várias empresas a reduzir estimativas e metas de preço.
As ações estão em queda de 6% pouco antes da abertura do mercado.
Mesmo os analistas otimistas reconheceram que o trimestre foi fraco. A Cantor Fitzgerald chamou de “mais um trimestre fraco” impulsionado pelos preços deprimidos das criptomoedas e volumes de negociação à vista mais baixos, enquanto a Oppenheimer afirmou que o desempenho abaixo do esperado decorreu de uma fraqueza geral do mercado, e não de problemas operacionais.


