9h40
Paulo Aragão, Host do podcast Giro Bitcoin
O Bitcoin voltou a ficar sob pressão, acompanhando um ambiente de maior aversão ao risco. As bolsas asiáticas tiveram um dia muito negativo, o dólar ganhou força e o mercado ainda digere o novo atraso na votação do CLARITY Act nos Estados Unidos, que perdeu prioridade no Senado.
Além do macro, o mercado passou por uma limpeza de alavancagem. Depois de um forte acúmulo de posições compradas, mais de US$ 600 milhões em longs foram liquidados nas últimas horas. Esse movimento reduz parte do excesso, mas o posicionamento ainda inspira cautela.
No curto prazo, a região dos US$ 63 mil é o principal suporte. Se o Bitcoin perder esse patamar, aumenta a probabilidade de uma queda até a faixa dos US$ 61 mil. Na minha avaliação, o cenário continua frágil. Enquanto o ambiente macro não melhorar e o mercado não eliminar o excesso de otimismo, sigo vendo espaço para novas correções antes de uma recuperação mais consistente.
9h
Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault Capital
Mais do que interessante, os nossos níveis seguem mostrando o quanto estão calibrados. O retorno para dentro do range veio pelo catalisador de sempre, a guerra, que respirou no fim de semana e fez o Brent desabar. E o Bitcoin dentro do range foi buscar o quê?
A máxima em $65.571, onde a defesa apareceu instantaneamente, com força suficiente para devolver o preço rompendo o canal e a mínima anterior logo abaixo dele. Rejeição na máxima, quebra da estrutura menor: o alvo imediato passa a ser $62k. Vale a memória do último teste dessa região, quando a força compradora foi brutal, mas o casual coincidiu que era dia de CPI e o dado impulsionou o ativo. Ou seja, a defesa de $62k ainda não foi testada sem ajuda de catalisador, e é isso que um novo teste vai revelar.
O pano de fundo externo segue pesando do mesmo lado. O KOSPI estendeu a queda para 11% e rompeu abaixo dos 6.000 pontos pela primeira vez desde abril, com Samsung e SK Hynix despencando mais de 13% e apagando cerca de $400 bilhões de mercado em um único dia. O desmonte de alavancagem no trade de IA que viemos acompanhando não desacelera, e com a correlação que carregamos, esse risco respinga aqui.
E chegamos nas 72 horas que podem decidir os mercados pelo resto do trimestre. O funil da semana: confiança do consumidor hoje, onde um dado fraco sinaliza famílias cortando gasto. Amanhã, o evento central, a decisão do FOMC, com Microsoft e Meta reportando no mesmo dia, e a Meta carregando a régua de EPS perto de $7,18 7,24 sobre receita de $60 bilhões, onde qualquer decepção ou capex de IA acima do esperado atinge as Magnificent Seven inteiras, como o da Alphabet já fez.
Na quinta, o PCE, o termômetro preferido do Fed, junto do PIB do segundo trimestre, com consenso em 2,1 2,2%, e dos resultados de Apple e Amazon, onde o crescimento da AWS é o verdadeiro fator decisivo. Na sexta, o sentimento de Michigan fecha a conta. PIB fraco com inflação quente é a pior combinação possível para o Fed, e ela está em jogo na mesma manhã.
Agora o desenrolar do tópico mais importante, porque o Fed não estava tão imprevisível assim há anos, e a história de como chegamos aqui é a própria história dos nossos reports. O petróleo passou de $100 pela primeira vez no início do ano quando a guerra escalou. As negociações começaram, o petróleo despencou por dois meses. As negociações fracassaram, os combates voltaram, e o Brent saltou de novo acima de $100 nas últimas três semanas, o que exatamente triplicou a probabilidade de alta de juros de 10,7% para quase 36% em duas semanas.
E o cenário virou mais uma vez: nos últimos cinco dias os EUA pausaram a campanha militar, o Brent desabou mais de 15% para $86, o WTI foi a $81, e Trump disse que as conversas com o Irã foram retomadas. Se o petróleo seguir caindo, remove-se o principal motivo pelo qual o Fed sequer consideraria subir, com a inflação já esfriando para o menor nível em três meses.
Se o petróleo virar para cima de novo, esse é o maior risco isolado da semana. E há um segundo motivo para a pausa: os pedidos de seguro-desemprego vieram excepcionalmente fortes, e mercado de trabalho esfriando junto com inflação esfriando dá ao Fed espaço para paciência. O que observar amanhã não é só a decisão, é o gráfico de pontos. Mais autoridades projetando altas futuras que da última vez é sinal ruim. Menos autoridades esperando alta diz ao mercado que o Fed lê essa pressão como temporária.
Recapitulando e trazendo tudo para o Bitcoin e para os nossos níveis: a estrutura de preço está vendida no curto prazo, com rejeição na máxima do range, quebra do canal e $62k como alvo imediato, região cuja defesa real ainda não foi testada sem catalisador ajudando. A decisão de amanhã entrega a direção, o PCE de quinta valida ou desmente, e a liberação de 40% do gamma, com ruídos a partir do dia 29 e concentração máxima no dia 31, remove o amortecedor mecânico exatamente depois do mercado ter escolhido o lado.
Pausa com dot plot leve mais Brent em queda desarma o principal vetor de pressão e dá ao comprador a chance de defender $62k e devolver o preço ao range, reabrindo a conversa com $64.259 e $65.571. Alta de juros, ou pausa com dot plot apontando aperto à frente, encontra um mercado sem proteção, com put/call no mínimo do ano, liquidez fina e gamma saindo, a receita para o movimento amplificado que viemos contratando, com $62k cedendo e $60k, o put wall, virando o campo de batalha. Nossa postura não muda: os níveis estão dados, o calendário está dado, e o trabalho é aguardar o lado que o Fed e o gamma confirmarem, não o palpite.
8h
Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget para a América Latina
O Bitcoin segue pressionado e é negociado na faixa de US$ 63.400, refletindo um ambiente de maior aversão ao risco nos mercados. As principais altcoins também operam no vermelho, com o Ethereum recuando 0,7%, para abaixo de US$ 1.900, enquanto o XRP cai 1,3%, sendo negociado próximo de US$ 1,05. Apesar da desaceleração da inflação nos Estados Unidos reforçar a expectativa de manutenção das taxas de juros pelo Federal Reserve, as tensões geopolíticas no Oriente Médio continuam sustentando um cenário de cautela, reduzindo o apetite dos investidores por ativos de risco.
Esse sentimento também se reflete nos fluxos institucionais. Os ETFs spot de Bitcoin registraram o terceiro dia consecutivo de saídas, com retiradas de aproximadamente US$ 12 milhões na segunda-feira, após saídas de US$ 225 milhões na quinta-feira e US$ 240 milhões na sexta-feira, indicando que investidores institucionais seguem adotando uma postura mais defensiva. Ao mesmo tempo, o Índice Fear & Greed permanece em 29, dentro da zona de medo, reforçando que o mercado ainda carece de catalisadores para uma recuperação mais consistente.
Do ponto de vista técnico, o cenário também inspira cautela. O RSI próximo de 46 e o MACD em território negativo indicam perda de momentum comprador, sugerindo que o Bitcoin pode continuar consolidando ou testando níveis inferiores no curto prazo, enquanto os investidores aguardam maior clareza sobre a política monetária do Fed e a evolução do cenário geopolítico.
6h30
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 28/07/2026, está cotado em R$ 325.196,61.O BTC perdeu novamente o nível de US$ 65 mil e recuou mais de 2% nas últimas 24h, sinalizando que os touros ainda não tem força suficiente para impulsionar uma alta para US$ 70 mil.
De acordo com Arthur Driessen, analista da Crypto Investidor, o BTC inicia a semana testando uma importante zona de resistência entre US$65.000 e US$67.000. Ele aponta que caso o preço seja rejeitado nessa região e volte a perder o suporte dos US$57.000, teremos a confirmação de um novo fundo descendente, fortalecendo o cenário de continuidade da onda 3 dentro da onda C do bear market. Se esse movimento se confirmar, os próximos objetivos passam a ser as regiões de US$50.000 e US$45.000.
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Imagem: Arthur Driessen - Crypto Investidor - Tradingview
Por outro lado, um rompimento consistente da faixa dos US$67.000 mudaria a estrutura de curto prazo. Nesse cenário o BTC formaria um topo ascendente, indicando fortalecimento da pressão compradora e aumentando as chances de uma recuperação até as retrações de 0,5 e 0,618 de Fibonacci, localizadas entre US$70.000 e US$73.000.
Imagem: Arthur Driessen - Crypto Investidor - Tradingview
A semana também deve ser marcada por forte volatilidade devido aos principais eventos econômicos dos Estados Unidos. Na quarta-feira, às 15h, será anunciada a decisão do Federal Reserve sobre a taxa de juros, seguida da coletiva de imprensa. Já na quinta-feira, às 9h30, o mercado acompanha a divulgação do PIB trimestral dos EUA e do índice de inflação PCE, indicadores que podem influenciar diretamente o comportamento do Bitcoin e dos demais ativos de risco, finaliza Driessen.Por que o BTC caiu hoje?
O movimento de queda começou após o fechamento dos mercados americanos e se intensificou na Coreia do Sul. O KOSPI caiu 8,02% durante o pregão, acionou um circuit breaker e interrompeu as negociações durante 20 minutos. Mesmo após a pausa, os investidores mantiveram as vendas, e o índice encerrou o dia com perda de 10,84%.
Ao mesmo tempo, o mercado de derivativos de criptomoedas transformou a pressão inicial em uma onda de vendas automáticas. As liquidações de posições alavancadas em Bitcoin cresceram 179,59% em 24 horas e alcançaram US$ 143,24 milhões. Os traders que apostavam na alta responderam por mais de 91% desse total.
A liquidação na Coreia do Sul começou no setor de semicondutores, que concentra parte relevante do KOSPI. As ações da SK Hynix perderam 14,7%, enquanto os papéis da Samsung Electronics caíram 14,4%, segundo a Reuters.
Juntas, as duas empresas representam mais da metade do peso do índice sul-coreano. Por isso, o recuo das fabricantes de chips rapidamente atingiu o restante do mercado e provocou chamadas de margem em produtos alavancados negociados por investidores locais.
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O movimento também ultrapassou as fronteiras da Coreia do Sul. O Nikkei 225, do Japão, recuou aproximadamente 4%, enquanto o índice de Taiwan perdeu 4,7%. As ações asiáticas reagiram às preocupações com os gastos elevados em inteligência artificial e com o avanço da concorrência chinesa na produção de chips e equipamentos.
Diante desse cenário, os investidores reduziram a exposição aos ativos considerados mais arriscados. Apesar da proposta de funcionar como uma alternativa ao sistema financeiro tradicional, o Bitcoin ainda acompanha frequentemente o comportamento das ações de tecnologia em momentos de forte aversão ao risco.
Além disso, a Coreia do Sul representa um dos principais mercados de negociação de criptomoedas da Ásia. Portanto, um colapso repentino das ações locais pode provocar redução de posições, chamadas de margem e necessidade de liquidez entre participantes que também operam ativos digitais.
A queda das bolsas asiáticas não representa, sozinha, uma explicação completa para o recuo do Bitcoin. No entanto, a sequência dos acontecimentos indica que o choque no mercado acionário ofereceu o gatilho para um mercado cripto que já acumulava posições compradas e mostrava dificuldade para sustentar os US$ 65.000.
Liquidações e Fed aumentam a pressão
Assim que o BTC perdeu esse patamar, as corretoras começaram a encerrar automaticamente posições alavancadas que já não apresentavam garantias suficientes. Esse processo adicionou novas ordens de venda ao mercado e empurrou o preço em direção aos US$ 63.000.
Relatos de mercado também apontaram aproximadamente US$ 100 milhões em liquidações de criptomoedas durante apenas uma hora. Como resultado, a queda formou um ciclo no qual o preço mais baixo provocou liquidações, e as liquidações forçaram novas vendas.
O desequilíbrio mostra que os traders haviam concentrado suas apostas no lado comprador. Quando mais de 90% das liquidações atingem posições long, uma variação relativamente pequena pode desencadear uma correção maior do que o evento inicial justificaria.
Ao mesmo tempo, os investidores mudaram o foco da guerra entre os Estados Unidos e o Irã para a decisão de juros do Federal Reserve. Os dois países suspenderam ataques enquanto Omã tenta construir um acordo sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, embora o Irã negue negociações diretas com Washington.
A redução temporária das tensões derrubou os preços do petróleo e diminuiu parte do risco geopolítico. O WTI recuou para perto de US$ 81, enquanto o Brent caiu para aproximadamente US$ 86, segundo a Reuters. Entretanto, o alívio não sustentou os ativos de risco porque a política monetária voltou ao centro das atenções.
O Comitê Federal de Mercado Aberto encerra sua reunião nesta quarta-feira, 29 de julho. A ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava 64% de probabilidade de manutenção dos juros entre 3,50% e 3,75%, enquanto o restante do mercado ainda considerava a possibilidade de aumento.
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A inflação americana perdeu força em junho, o que oferece algum espaço para o Fed manter a taxa. Porém, o petróleo superou US$ 90 na semana passada e reacendeu o debate sobre pressões inflacionárias. Loretta Mester, ex-presidente do Fed de Cleveland, afirmou que os dirigentes precisarão avaliar se os juros atuais conseguem conduzir a inflação novamente à meta de 2%.
Além da decisão monetária, o mercado acompanhará os resultados das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos. Microsoft e Meta divulgam seus balanços na quarta-feira, enquanto Apple e Amazon apresentam os números na quinta-feira. Resultados sólidos podem ajudar a estabilizar o setor; novas preocupações com os investimentos em inteligência artificial podem prolongar a aversão ao risco.
Bitcoin análise técnica
De acordo com o analista e fundador da OutsetPR, Mike Ermolaev, o Bitcoin mantém uma tendência de baixa no curto prazo, com o preço à vista bem abaixo da Média Móvel Exponencial (EMA) de 50 dias, em US$ 64.960, e da EMA de 200 dias, em US$ 74.126. A perda da linha de tendência de suporte ascendente anterior, que agora atua como resistência perto de US$ 76.870, reforça a ideia de que o mercado está limitado por vendedores em prazos maiores.
As condições de momentum são fracas, com o indicador MACD (Convergência/Divergência de Médias Móveis) cruzando abaixo da sua linha de sinal e apresentando um histograma negativo. Ao mesmo tempo, o Índice de Força Relativa (IFR) está em 45, sugerindo que a pressão de baixa persiste, mesmo que as condições de sobrevenda não estejam totalmente definidas. Olhando para baixo, o caminho de menor resistência aponta para o apoio psicológico de 60.000 dólares.
Gráfico diário do preço BTC/USDT.
Na parte superior, segundo ele, a resistência inicial é observada na EMA de 50 dias, em torno de US$ 64.960; um fechamento diário acima dessa barreira seria necessário para aliviar a pressão de baixa imediata e abrir caminho em direção à EMA de 200 dias, em aproximadamente US$ 74.126, antes da zona de rompimento da linha de tendência perto de US$ 76.870.
Portanto, o preço do Bitcoin em 28 de julho de 2026 é de R$ 325.196,61.Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 28 de julho de 2026, são:Aerodrome Finance (AERO), Binance Lifee Morpho (MORPHO), com altas de 4%, 2% e 1% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 28 de julho de 2026, são: Audiera (BEAT), Artificial Superintelligence Alliance (FET) e Venice Token (VVV), com quedas de -27%, -10% e -9% respectivamente.


