'As vezes precisamos frear a inovação', declara Banco Central do Brasil sobre normas para criptomoedas
Nesta quarta-feira, 12, durante um painel do Criptorama in Rio, palco da ABcripto no Blockchain Rio, Nagel Paulino, do Banco Central do Brasil, afirmou que, em determinados momentos, é necessário “frear a inovação” para garantir que o avanço do mercado de criptomoedas ocorra acompanhado de regras de proteção, controles e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro. Às vezes precisamos frear a inovação para que o setor possa avançar, disse. Paulino afirmou que a relação dos reguladores com os ativos digitais passou por uma longa jornada de compreensão. Segundo ele, inicialmente o mercado chamava atenção principalmente pela volatilidade, pelo surgimento de projetos que não sobreviveram e pela presença de participantes que utilizaram o crescimento das criptomoedas para aplicar fraudes.Após trava para stablecoins, Banco Central do Brasil vai criar regras para staking Com o passar dos anos, no entanto, a demanda dos próprios brasileiros por ativos digitais aumentou e ajudou a mudar a forma como o setor passou a ser observado pelo regulador. “Aconteceu também que a demanda surgiu. Pesquisas mostravam a adoção dos brasileiros, as pessoas queriam adquirir ativos digitais. Quando você tem um lado de demanda e a criação de um ecossistema, o regulador entra para trazer regras que tragam proteção”, afirmou. Regulação de