10h
Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget LATAM
O mercado de criptomoedas acompanhou a onda de otimismo observada nos mercados tradicionais, após as bolsas americanas encerrarem a segunda-feira em alta, impulsionadas pelo forte desempenho das ações de tecnologia. Nesse contexto, o Bitcoin voltou a se aproximar dos US$ 64 mil e recuperou o patamar de US$ 63 mil perdido na sessão anterior. O movimento também se estendeu às principais altcoins: o XRP avançou cerca de 1%, a Solana registrou ganhos superiores a 1%, enquanto o Ether apresentou uma recuperação mais moderada e permaneceu como a única das principais criptomoedas a acumular perdas na comparação semanal.
Esse ambiente mais favorável aos ativos de risco também contribuiu para amortecer o impacto da nova onda de movimentações envolvendo endereços gerados pelo firmware da Coldcard. Embora o incidente continue sendo monitorado de perto e ainda não exista uma conclusão definitiva sobre sua origem, os investidores optaram por priorizar o cenário macroeconômico e o maior apetite por risco, reduzindo a influência desse fator sobre os preços no curto prazo.
Do ponto de vista técnico, o Bitcoin ainda precisa superar a zona de resistência entre US$ 65 mil e US$ 67 mil para reforçar a perspectiva de uma recuperação mais consistente. Até que isso aconteça, o ativo deve continuar negociando dentro da faixa recente, enquanto o mercado aguarda novos catalisadores que possam definir a próxima direção dos preços.
9h20
Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault Capital
O preço do Bitcoin está condicionado entre $62k e $64.259. A perda dos $64.259 nos levou de fato em direção ao range dos $62k, onde a força compradora voltou a atuar. E aqui vale desenhar o padrão que o preço vem repetindo desde 24 de julho, porque ele é o mapa do momento.
O comportamento é cíclico: o preço retrai abaixo das médias, rejeita a média mais longa e busca as médias mais curtas. No dia 24 marcou a primeira mínima. No dia 27 atacou a média mais longa, a pressão vendedora entrou atuando de novo e levou o ativo a fazer uma mínima maior que a anterior.
Na sequência veio a recuperação em direção à média maior, até o dia 31, quando o unwind da liberação de gamma encontrou o preço naquela região e a rejeição veio desde então. Agora o preço retorna às médias mais curtas, e esse é o X da questão: vamos rejeitar as médias curtas com uma rejeição adiantada, ou vamos testar de fato a média maior para só então haver a rejeição, mantendo o padrão de topos mais baixos e fundos mais baixos?
Minha leitura até o presente momento é que o mercado busca uma máxima na média maior, em torno de $64.890, antes de definir. Esse reteste nos retornaria ao nosso range, e aqui entra o cuidado de método: o intradiário apenas nos guia com seu ruído, e como é algo muito ruidoso, não podemos aceitar como verdade o movimento que vai se expandindo ali até que se torne comportamento do semanal.
Se retornarmos para dentro do range e a pressão vendedora não aparecer na região da média maior, o cenário muda para a lateralização de antes, e o que nos direcionaria de novo seriam os rompimentos de $65.571 e $64.259. Por ora, o padrão de topos e fundos descendentes segue sendo o desenho dominante.
Na estrutura de opções, uma parede volta a se formar no caminho dos $70k, com degraus intermediários em $65k, $66k e $68k antes do call wall. Isso deixa o caminho para cima mais complicado no presente momento: não é uma resistência única, é um corredor escalonado onde cada nível carrega oferta organizada. Do lado de baixo, o put wall segue em $60k, e o nível mais relevante antes dele continua sendo os $62k, defendidos até aqui. A assimetria mecânica do momento é essa: subir exige furar três degraus, cair exige perder um.
E o dado mais importante da semana, o payroll de sexta, vem acompanhado da liberação de 16% de gamma. A combinação importa mais que cada parte: o dado entrega a direção num mercado sem guidance do Fed, e a expiração fragiliza as barreiras dos dois lados exatamente quando o mercado escolhe o lado. As paredes que hoje seguram o preço, tanto os degraus de cima quanto a defesa dos $62k, chegam na sexta com menos força do que têm hoje.
Sobre o pano de fundo, o mercado está num movimento claro de redução de risco, e vale explicar o que colabora para isso, porque não é um vetor só. O primeiro é a volatilidade: depois de meses comprimida, ela voltou a expandir nos índices globais, com o KOSPI entregando uma das reversões intradiárias mais violentas da história recente. Vol subindo encarece qualquer posição alavancada, porque a mesma exposição passa a consumir mais margem e mais estômago.
O segundo é o carry trade começando a virar de oportunidade para custo. A mecânica é conhecida: com juros baixos numa ponta e ativos rendendo na outra, o investidor toma emprestado barato para aplicar caro, e essa engrenagem financia posição de risco no mundo inteiro. Mas ela depende de duas condições, juro estável na moeda de funding e volatilidade baixa. As duas estão sendo atacadas ao mesmo tempo: os juros longos americanos perderam o controle na sexta, o novo Fed não sinaliza rumo, e a vol global acordou.
Quando o custo de carregar a posição sobe e o câmbio começa a se mover contra, o trade que pagava para existir passa a cobrar, e o desmonte não é gradual, é em bloco, porque todo mundo sai pela mesma porta. Foi esse tipo de desmonte que amplificou o colapso coreano, e é ele que mantém os mercados reduzindo exposição preventivamente, vendendo primeiro e perguntando depois. Para o Bitcoin, que carrega correlação com esse fluxo global de risco, isso significa que mesmo os movimentos técnicos limpos podem ser atropelados por uma onda de de-risking que não tem nada a ver com cripto.
Padrão de topos e fundos descendentes intacto, com o teste esperado na média maior em torno de $64.890 como o evento que define. Rejeição ali mantém o desenho vendedor com $62k como defesa imediata e $60k como destino estrutural. Retorno ao range sem pressão vendedora na média maior devolve a lateralização entre $64.259 e $65.571. Para cima, o corredor $65k, $66k, $68k e $70k é o caminho escalonado. Sexta concentra payroll e liberação de 16% do gamma, o par que entrega direção e amplificação no mesmo dia, num mercado que já está reduzindo risco por conta própria.
7h30
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 04/08/2026, está cotado em R$ 323.766,65.O BTC registra uma leve alta de pouco mais de 1% e voltou ao nível de US$ 63 mil.
De acordo com André Franco, CEO da Boost Research, os ETFs ajudaram na recuperação do BTC captando cerca de US$ 170 milhões na segunda-feira, primeiro pregão positivo de agosto. A semana passada tinha fechado com saída líquida de US$61,5 milhões, encerrando uma sequência de três semanas de entradas.
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Para Franco, o detalhe do dia é o termômetro: o Fear & Greed caiu de 28 para 25, zona de medo extremo, mesmo com o preço subindo. O mercado voltou a comprar antes de voltar a acreditar.
Lá fora, dia de espera. Estados Unidos e Irã negociam a reabertura total do Estreito de Ormuz; Trump chamou a proposta de “última oportunidade” do Irã, que nega conversa direta mas admite o canal via Omã. O Brent segura os US$ 85 depois de devolver 5% na segunda, o ouro está parado nos US$ 4.050 e o juro de 10 anos americano roda a 4,69%. Na Ásia, segundo dia de pressão nas techs: o Kospi caiu 1,2% e o Nikkei recuou com o iene mais forte depois da ação coordenada da semana passada. No pano de fundo, o mercado já trata como provável uma alta de 0,25 ponto do Fed em setembro.Bitcoin análise técnica
Em uma análise publicada na FXStreet, Manish Chhetri, destaca que o BTC está mantendo uma tendência de baixa no curto prazo, já que o preço se encontra abaixo das principais Médias Móveis Exponenciais (EMAs). A EMA de 50 dias, em US$ 64.653, a EMA de 100 dias, em US$ 67.134, e a EMA de 200 dias, em US$ 72.615, estão todas próximas desses níveis, sugerindo que as recentes recuperações ainda são corretivas dentro de uma estrutura de suporte mais ampla.
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O momento é misto, com o Índice de Força Relativa (RSI) oscilando próximo ao nível neutro de 49 no gráfico diário. Ao mesmo tempo, a Convergência/Divergência da Média Móvel (MACD) permanece abaixo de zero com leituras negativas, indicando que a pressão de baixa ainda supera as tentativas de alta.
Na parte superior, segundo ele, a resistência imediata é observada no nível horizontal traçado em torno de US$ 64.004, seguida de perto pela EMA de 50 dias em US$ 64.653 como a primeira barreira técnica para qualquer recuperação. Acima disso, a EMA de 100 dias em US$ 67.134 e a EMA de 200 dias em US$ 72.615 formam uma faixa de oferta mais ampla antes que o limite horizontal de longo prazo próximo a US$ 84.410 entre em ação.
Por outro lado, o suporte imediato surge no nível psicológico em torno de US$ 60.000, e uma rejeição abaixo dessa faixa mantém o BTC vulnerável a novas quedas.
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Portanto, o preço do Bitcoin em 04 de agosto de 2026 é de R$ 323.766,65.Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 04 de agosto de 2026, são:Cosmos (ATOM), Pump.fun (PUMP) e Avalanche (AVAX), com altas de 8%, 6% e 5%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 04 de agosto de 2026, são: Audiera (BEAT), Unisawp (UNI) e Canton (CC) com quedas de -16%, -5% e -4% respectivamente.


