Stablecoins facilitaram a saída de dinheiro da América Latina. Ele pode voltar?
US$ 544, esse é o valor médio dos saques nas plataformas de cripto para varejo na Argentina, como a Lemon Wallet. A transferência mediana varia entre US$ 150 e US$ 270, valor mais próximo do aluguel mensal do que de uma mudança de portfólio. Esse dado altera a imagem tradicional de fuga de capitais. Antes, era necessário recorrer a banqueiros privados e contas complexas no exterior. Agora, em toda a América Latina, trabalhadores e pequenos empresários conseguem realizar essas operações por meio do celular. O relatório do BeInCrypto Intelligence, The Exodus Economy, com 23 páginas, mapeou seis caminhos pelos quais o dinheiro deixa a região e auditou 12 produtos divulgados como contas em dólar. Os resultados foram apresentados a cinco executivos do setor. As respostas apontam para uma questão difícil: quando os dólares digitais eliminam barreiras para sair, o que poderia convencer esse capital a retornar? Por que locais estão enviando dinheiro para fora da América Latina. Fonte: BeInCryptoPoupadores estão pagando para sair O Brasil exemplifica por que apenas o retorno financeiro não explica o movimento. O relatório compara a evolução da poupança local e do dólar, ambos com valor inicial de 100 em 2016. O CDI, taxa referência no Brasil, chegou a aproximadamente 150









