Há um ano, o Bitcoin (BTC) alcançava seu maior valor histórico. Quatro dias depois, uma publicação da Casa Branca eliminou US$ 19 bilhões em apostas.
Operadores chamam esse tombo de 10/10. O episódio completa um ano neste sábado, e o Bitcoin ainda não se recuperou. Ele é negociado a US$ 85.558, aproximadamente 32% abaixo do recorde.

Desempenho do preço do Bitcoin desde 10 de outubro de 2025. Fonte: TradingView
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Como uma publicação sobre tarifas afetou 1,6 milhão de investidores?
Em 6 de outubro de 2025, o Bitcoin atingiu cerca de US$ 126.200, marcando um novo recorde histórico para a principal cripto. Quatro dias depois, em 10 de outubro, o presidente Donald Trump anunciou uma tarifa de 100% sobre produtos chineses. Os preços das criptos caíram em poucas horas.
Cryptocurrency prices tumbled on Friday after Trump said he would impose an additional 100% tariff on China and impose export controls on software. The declines precipitated — and then were made worse by — what data tracker Coinglass described as the largest liquidation event in… pic.twitter.com/euSrIC6CwF
— Ajay Bagga (@Ajay_Bagga) October 11, 2025
Muitos investidores apostaram com dinheiro emprestado (alavancagem). Quando os valores caem bastante, as exchanges encerram essas apostas automaticamente. Esse processo se chama liquidação.
O Coinglass, que acompanha dados do setor, contabilizou mais de US$ 19 bilhões em liquidações, o maior volume registrado até hoje. Cerca de US$ 7 bilhões foram eliminados em uma hora. Segundo informações, mais de 1,6 milhão de investidores foram afetados.
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A sequência de perdas continuou, até o preço do Bitcoin atingir a mínima de aproximadamente US$ 58.600 em 1º de julho.
Por que o diesel é a nova ameaça neste outubro?
Neste ano, o risco vem dos postos de combustível. A guerra dos EUA com o Irã está no oitavo mês. Dois fatos aconteceram nesta semana e evidenciam o aumento das tensões.
- Parlamentares iranianos tentam destituir o chanceler Abbas Araghchi devido a contatos com os EUA.
- O ministro do Petróleo do Irã Mohsen Paknejad renunciou.
O fluxo de petróleo bruto do Golfo voltou a operar em 91% dos níveis anteriores ao conflito em setembro. Já combustíveis como o diesel chegaram a apenas 60%, segundo dados da Vortexa.
Oil flows from the Gulf reached more than 80% of their pre-war levels in September, globally easing pressure on prices. Naveen Das of Kpler told Reuters high freight rates have encouraged shipowners back to the Gulf, but disruption is far from over pic.twitter.com/PkJ15xlXD8
— Reuters (@Reuters) October 6, 2026
Nos EUA, o preço médio do diesel foi de US$ 6,41 por galão em 30 de setembro, segundo a AAA. O valor está cerca de 73% mais alto que há um ano.
“O diesel movimenta praticamente tudo o que você consome”, afirmou Patrick De Haan, chefe de análise de petróleo da GasBuddy.
Na segunda-feira, Trump declarou que o Estreito já não determina mais o preço dos combustíveis. Ele responsabilizou as refinarias pelo aumento.
“O que faz a gasolina subir já não é mais o Estreito de Ormuz… mas sim a palavra ‘Refinarias’”, escreveu o presidente no Truth Social.
Minutos após essa publicação, um petroleiro no Estreito foi atingido e pegou fogo, conforme reportou o BeInCrypto na segunda-feira.
O Grupo dos Sete (G7) concordou em liberar 100 milhões de barris de petróleo das reservas emergenciais. Apesar disso, o Brent, principal referência de preço global, ainda era negociado próximo de US$ 102 na segunda-feira.
O sábado marca o aniversário do episódio 10/10, com o petróleo acima de US$ 100 e o diesel acima de US$ 6.

